Não tem como se vincular, hoje, em uma rede social, televisão, rádio e
não se deparar com a terrível notícia em nossa região sulista de nosso
Brasil. Em meio a madrugada, pelas 02h da manhã, pais dormindo
tranquilos ou preocupados, enquanto seus jovens, de 18 a 22 anos em sua
maioria, são mortos queimados,
pisoteados, asfixiados por um incêndio em uma boate em RS. O motivo
ainda não é corroborado veementemente, mas tudo indica que foi provocado
por um integrante da banda que se apresentava no local ao ascender um
sinalizador e que este, por sua vez, acabou atingindo o teto junto com a
acústica revestida do local. O que leva uma pessoa a fazer isso? Festa,
diversão, efeitos abalados por bebidas ou narcóticos? Se nem cigarros
podem ser acesos em locais fechados, quanto mais um sinalizador! Começou
toda a multidão procurando a saída, porém esses jovens se esqueceram de
se aludir que havia apenas uma única porta de saída, a qual estava
trancada. O refúgio foi os banheiros onde pensavam que encontrariam a
luz da rua. Encontraram foi a luz no fim do túnel mesmo. Com toda a
confusão, a gritaria, na porta principal encontraram seguranças,
formados em barreiras, impedindo suas saídas. Queriam a comanda PAGA
para a liberação! Eu lhes pergunto ... São seres humanos esses
seguranças? Queriam, naquele momento, mostrar seus serviços e funções
que uma mera relação contratual os incubiu? O príncipo a vida foi,
infelizmente, mitigado pelo princípio a ganância numérica de uma relação
de consumo! Os poucos que conseguiram sair, pediram socorro e foram ao
mesmo tempo heróis e sobreviventes. Bombeiros e pessoas comuns, unidos,
para resgatar quem poderia sobreviver a tragédia sem tamanho. Muitas
pessoas estavam junto a porta principal, mortas, e outras quase morrendo
por toda a boate. Uma verdadeira prova de fogo contra o tempo. 245
mortes até agora, uma multidão para o reconhecimento cadavérico, junto a
choros e indignações. Ainda não há inquéritos abertos e muito menos
processos, mas a indignação em corações de muitos ganham poder a cada
lágrima que vemos. Não sou jornalista, muito menos um detetive, mas
espero que o dono da boate tenha o mínimo de dignidade em se
responsabilizar, que os seguranças contratados sofram de remorso em suas
celas junto ao seu tratamento psiquiátrico para saber lidar com a sua
falta de humanidade e que Deus possa confortar as famílias de cada
pessoa que estava ali por diversão. Cumprindo seu papel de ser jovem e
que não tinham a mínima intenção de ter a sua vela da vida apagada por
uma chama ainda maior! Meus sinceros pêsames e conforto aos corações que
ainda batem por aqueles que se foram." (Arthur Kaiser)
"Então você escreve por reconhecimento interior e externo mundano, compartilhamento de informações seja por vontade, seja por carência. Escreve, pois precisa ter alguém nem que seja sua mãe para ler suas anedotas, escreve, pois é algo que você nunca sentiu prazer e excitação e agora, sem explicar o porquê sente-se completamente feliz, como se fosse o seu momento,escreve porque as palavras brotam de sua mente sem explicação."
domingo, 27 de janeiro de 2013
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Uma matéria diária sobre uma vida, uma pauta sobre o coração.
De acordo com que tudo que já
vivi, irei te eternizar em um texto. Findadas todas as conversas, as verdades
dolorosas de se viver daqui pra frente, o que restou de uma rotina de um pseudo
grande relacionamento. Prefiro não mais me quedar em ilusão, venho aprendendo
que a realidade tem o seu valor quando não encontramos uma saída pelo coração e
seu grande rio de sentimentos, os melhores que há em mim.
Conheci você não
por acaso, mas por acaso acabou sendo. Era dias de tristeza, escuridão plena,
um fim de relacionamento. Dois corações quebrados e pisoteados, dois seres que
se uniram pela troca de carinho e ajuda sentimental. Como não se encantar pelo
seu rosto delicado, o seu sorriso tímido, os seus olhos pequenos e expressivos,
seu cabelo macio que era lavado com xampu para crianças e que eu adorava
tocá-lo, sua pele mais branca que os flocos de neve de uma noite de nevasca?
Passava os dias, hora me lamentando por ter perdido quem eu amava, hora olhando suas
fotos e o que você escrevia. Trocamos mensagens, necessitávamos um do outro de
alguma maneira. Como para ter o sorriso singular, único que sempre esperamos
ter para o dia nascer e dormir feliz, mesmo que ele viesse em linhas distantes,
porém com mais presença do que palavras que escutamos todos os dias de pessoas comuns. Foi
crescendo isso tudo e a vontade era maior do que qualquer distancia, do que qualquer
medo.
Ouvir você
dizer que dormiu vendo minhas fotos, porque te acalmava, olhar as suas
mensagens sempre tão carinhosas e famigeradas por uma resposta para sentir a
minha presença, sentir que eu afastava a escuridão do seu choro e tristeza,
quando você fora enganada pela mais víbora das espécies, um ser humano sem
amor e incapaz de amar. Eu me encantava a cada dia, eu precisava daquilo,
mesmo que nada parecia verdade. Era verdade para mim, oras. Fazia-me bem, me
mudava, me fez esquecer o sofrimento que eu devia passar por deixar ir quem eu
amava.
Rezo e agradeço a humanidade pela tecnologia
fornecida. Se não fosse o celular, estávamos nas cartas até hoje, mesmo que
isso nem tenha chegado a acontecer. Pego-me pensando como passávamos horas ao
telefone até o dia amanhecer. Esperava você chegar do trabalho, editar o
material, e ficava aguardando a hora que o celular ia tocar. Como um adolescente,
que gosta de uma pessoa e esta nem imagina da existência desse sentimento tão
belo. Trocamos confidências, lendas de família, como vivíamos, o que nos
aproximava, o que nos fazíamos pensar como éramos tão parecidos, o que
esperaríamos para o futuro. Trocamos fotos de nosso cotidiano. Como eu me
divertia com aquilo. Entrava no seu mundo e caia de para quedas em sua rotina.
Tantos bilhetes distantes que queríamos ter ouvido ao pé do ouvido. Tantos
telefonemas no meio do trabalho para recordar da nossa presença e quanto um era
importante para o outro. Tantos risos e caras de bobo disfarçados infrutiferamente
que oferecemos para as pessoas ao nosso redor.
Confesso
que tive medo várias vezes de viver essa nova realidade, mas queria que essa fosse
diferente. Não consegui segurar os meus ciúmes, neuras, imediatismo. Você
começou a se assustar com a minha ausência por não ter tempo, e eu comecei a
ficar com medo de não saber lidar com a enxurrada de sentimentos em mim. Você
perguntava se aconteceu alguma coisa, eu me esquivava, mesmo sabendo que você
percebia. Um mês depois, nos conhecemos.
Um
sábado tranqüilo, quente, ensolarado. Típico do mês de setembro no Rio de
Janeiro. A vontade de nos conhecermos era imensa, o querer saber do toque, os
olhares ao vivo e de soslaio, como seria quando nos veríamos pela primeira vez,
como reagiríamos na presença do outro. O seu apartamento em obra, fase final,
mas uma conquista que irradia de você. Mantas ao chão, travesseiros, TV e uma
geladeira farta de coisas que você formidavelmente conseguiu reunir todas de
meus desideratos, agrados e mimos. Espero na porta do prédio, aquela pessoa
alta me aguardando. O nervosismo, pego o meu melhor remédio, o sorriso. No
elevador, luzes se apagam e um beijo. Pronto. Não tinha uma única palavra a ser
proferida por mim, a não ser, enfim juntos.
Fomos
comer no restaurante onde você quando criança achava que o couvert era o
café-da-manhã e nos entupimos de informações sobre o outro e muita comida.
Andamos, fazendo perguntas a nós mesmos sobre agrado, o que fazer, o que dizer.
Na hora, em si, não havia isso. Quem falava mesmo era o coração. Espero
você voltar pro serviço com vários bilhetes: “está tudo bem aí?”, “fique a
vontade! tem comida na geladeira, pode tomar banho, estou chegando.”
Conversamos mais e dormimos cansados quando o sol estava amanhecendo, juntos,
depois de descobrir o porquê de sermos tão quentes. Acordamos tarde, queríamos ir
ao cinema e, assim, fomos. Filme escolhido por mim, ronco por você. Ainda não
acredito que você dormiu no cinema, mas foi divertido. Voltando para casa e
você perguntando quando eu vou embora, falando de quando eu voltar em outubro
depois das minhas provas, se estava tudo bem...
A
última noite, você me interpelando sobre a vida e o que eu passei, desabafando
como um amigo que quer sempre saber para poder ajudar, e eu lá, em meio ao
acordar cedo e desejando que aquele momento nunca acabasse. Não me esqueço de
como você me olhou fixamente antes de dormir e falou “eu te adoro”. Ao acordar
e se despedir, hoje vejo que foi normal, no dia foi um martírio de gente
adulta. Voltando pra casa, novas promessas, lendo você me chamar de querido e
como eu era especial. Desde então, algo em mim mudou.
Não sei
qual foi a mudança, senti que havia mudado alguma coisa entre nós, o que era
pra ser, não foi ou se tornou a ser. Fiquei confuso com aquilo e acabei me
transformando no meu pior lado. Deixava de dar notícias, queria sumir, era
gelado e frio, exigia atenção, mas não a prestava, sentia ciúmes por bobeira
para ouvir depois que as pessoas só querem fazer amizade, um sentimento do que
eu, apenas eu, não fosse suficiente para você. Eu sabia de tudo, não era a mesma
química.
Semanas
se passaram, tentando concertar o que é torto, usar-se de teoria que a amizade
tem que vir primeiro para depois sermos amantes novamente, os vocativos que
eram tão lindos se perderam em algum tempo, as fotos foram acabando, a rotina
sabida também. O que queríamos a mais? Tentei lutar, avisei várias vezes, mas o
que é certo para mim, não é para você. O que eu valorizo, pode não ser a sua
primeira opção. O sentimento foi acabando, se tornando um ruído em meio a
multidão de nossas dúvidas e falta de iniciativa.
Descobrir
que você se apaixona rápido me fez sentir algo que nunca sentira antes na vida
tão fortemente, inveja. Inveja de olhar que você pôde amar uma pessoa que
destruiu com a sua vida da maior maneira possível, mas foi incapaz de me amar
daquela maneira, que deveria ser. Não digo que te amo, mas o gostar é único,
esse gostar. O gostar não deve ser unilateral e nem ter teorias que você julga
ter que agarrar em algo para se firmar. Quem gosta, dessa maneira que eu gosto,
permite-se logo de primeira e não sabe se esta certo ou não, você sente.
Demorou para eu descobri isso, mas a verdade esta lá fora e só precisa ser
revelada. Eu descobri, da maneira mais singela e dolorosa disso, aos 20 anos,
que não importa o quanto você goste de uma pessoa, você não é capaz de faze-la
te amar ou gostar a sua maneira. Isso é a vida, é a química, é o destino, em
diminuto ao seu desejo.
Valorizar
um sentimento é a coisa mais importante que devemos aprender nessa fase. Você
deve ser o melhor para você mesmo. A ilusão é dona do começo e não do final. O
final é a realidade, doce ou amarga ou sem sabor. Eu fiquei com a realidade sem
sabor. Vai ser estranho não te ter em meus dias, contar o que esta acontecendo,
o que eu vivi ou deixei de viver ao seu lado distante. No momento, ser amigo é
uma tortura. O agora exige uma reflexão de tudo e quem sabe ainda um dia não
seremos para a vida, para a minha ou sua vida, para a nossa vida.
O “e se”
torna-se o final de vivência de quase 3 meses com uma pessoa. Uma pauta a cada
noite, uma notícia a cada momento, dois corações idênticos em meio a imensidão
que divide a amizade e o se apaixonar. Fomos de certa forma melhores amigos,
com benefícios por algum tempo. Assim, nos tornamos um maravilhoso artigo para se lembrar durante a
vida, ou em um café da manhã ou em livros de poema.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
- 100 dias com ela
“Eu hoje
joguei tanta coisa fora e vi o meu passado passar por mim”. Uma semana depois
que tudo acabou. Nenhuma ligação, nenhum ato, nenhum sinal que fizesse sentido
aquilo que acho que foi perdido. Tento ser o mais forte que já consegui ser.
Falho e vejo que sou mais fraco que pensava. Vejo nossas fotos. Poucas, porém perfeitas.
O seu sorriso calmo, os seus olhos que mudam de cor, seu cabelo sempre
ajeitado, o jeito que me envolve em seus braços. Aqueles mesmos braços que me
envolveram em 4 meses. Onde foi que deixamos os nossos objetivos se desviarem¿
Em que parte do passado acometeu esse futuro de hoje? Impossível ainda não
pensar em você.
Falar do que
fomos, em verbos no passado, o meu maior medo concretizado. Fizemos o que
fizemos, vivemos e vivemos e acabamos no mesmo lugar que começamos... Separados.
Sei que de nada mais vale nosso relacionamento agora. Porém, valeu para mim
enquanto foi infinito. Vivi os melhores dias de amor. Passei pelas tormentas da
paixão. Dormi no paraíso com você deitada em meu peito. Acordei, por vezes, em
dissabores mal humorados matinais. Fizemos da nossa história um conto onde
somente nós poderíamos protagonizar o que achávamos melhor. O conto que no
roteiro estava para sempre. A vida seguiu e decidimos acabar com a fantasia
infantil da paixão e ver que o tudo não foi o bastante para sustentar o nós.
Não sei como sobrevivi essa semana. Fico
feliz que ela tenha passado. A semana do vazio, do sentimento de perda, do
recomeçar. Foi estranho acordar sem a sua mensagem de bom dia que fazia meu
coração se alegrar a cada manhã e esperava por ela ansiosamente. Não usar mais
a nossa aliança e ver que o “eu e você ...” ficou guardado junto com suas
cartas na minha gaveta. Perdida como a minha mente ficara. Trabalhar sem ter
paciência, apenas vontade de voltar para a cama e não pensar em mais nada.
Voltar a ter os velhos hábitos, rever os velhos amigos e parentes que ficaram
de fora da rotina quando estávamos juntos, conciliar os velhos planos com o
futuro ainda incerto.
Ainda escuto “Tendo a lua” e canto exatamente
como você cantava, daquele jeito engraçado e sorrindo como criança. Indago as
pessoas com cara de “que? hem hem?”, pergunto se “quer não?” ou uso
verbosidades e jargões. Aprendi suas falas, seu jeito, o que você costuma fazer.
Nunca aprendi, pelo visto, a lidar com você. Procurei achar o seu manual e
acabei vendo que quem precisava de um era eu. Ando de carro e lembro que sempre
eu andava com a mão na sua perna. Quando você podia eu recebia um carinho nela.
Lembro do "Titanic" e a sua primeira recomendação ao lavador para não apagar o
meu nome no vidro. Da primeira vez que fizemos amor e do medo do dia seguinte.
De quando viajamos e das inúmeras vezes que saímos para comer alguma coisa.
Engraçado
como só penso nas coisas boas. Sei que enfeitamos muito nossa relação. Tentamos
deixar muita coisa debaixo dos panos para não magoar um ao outro. Alguém puxou
o tapete e um dia acordamos com a poeira debaixo de nossas mãos entrelaçadas.
Pisávamos em ovos, mudamos nossa personalidade, abrimos mão de coisas que não
deixaríamos para trás. O eu e o você foi se transformando em atores de novela e
não a realidade. Um dia você me falou que não queria mostrar meus defeitos para
que não perdêssemos essa fantasia toda. Hoje, eu entendo isso. Deixamos que
nossos defeitos, medos, frustrações e inseguranças tomassem conta de nosso
cotidiano. O cotidiano que, um dia pensei, poderia ser de rotina, tendo um ao
outro para estar quando o dia terminar.
Mesmo sabendo que nosso namoro tinha prazo
de validade, decidimos vivê-lo até a última gota ser sorvida. Não brigamos, não
discutimos ou deixamos palavras horríveis vir a lume. Apenas vimos e fim e nos
calamos. Como em um filme onde o final é completo, não terá uma regravação e
foi de inteiro perfeito. Hoje começa aquele tempo que você pediu. O tempo do
nosso tempo.
“E
lendo teus bilhetes, eu lembro do que fiz. Querendo ver o mais distante sem
saber voar.” Eu vou guardar e lembrar cada palavra, cada gesto, cada “eu te amo”
seu dito. Não é porque acabou que não deu certo. Deu certo sim, enquanto durou.
Sinto sua falta ainda, revejo suas fotos e revivo nossos momentos em momentos
que me pego olhando para o nada e sorrindo. Levanto a cabeça, suspiro e vou
viver. Você sempre será a parte mais importante de mim e o que há de mais puro.
O meu sorriso de recordação. Se algum dia alguém me perguntar se eu sinto
saudade de algo, certamente direi que sinto saudade da saudade que eu sentia
por você enquanto estávamos juntos, do amor juvenil e sem fronteiras que
jorrava em meu corpo, do sorriso de uma criança, do dia que vimos a estrela
cadente e o meu pedido feito, do melhor abraçado do mundo, do “eu te amo e
sinto saudades suas, meu menino”, enfim, dos cem melhores dias da minha vida.
“Tendo a lua aquela gravidade
aonde o homem flutua merecia a visita não de militares, mas de bailarinos e de
você e eu.”
terça-feira, 26 de junho de 2012
Future: Keep calm and be strong
Estranho
pensar como a vida nos bota para pensar. Não só pensar, que de nada vale sem a
reflexão, mas pensar em um futuro incerto e totalmente improvável. Quem muito gosta
de ser quem guia, nessas situações é obrigado a ser guiado. Não tem quem nunca
tenha pensado e imaginado um futuro com palavras boas, gente especial e sorriso
no rosto. Também não há maneiras de se esquivar, afinal, o único engendrador
dele é você mesmo. Tudo o que eu queria, hoje, era não pensar nele.
Não pensar em todas as armadilhas que o
destino prega. Em dias de sol podem ser boas, em dias de tormentas se tornam o
raio que te aparta de você mesmo. Vivo nessa inconstância troca de dissabores e
alegrias diários. Uma hora a gente aprende que quando falamos, por pior que
seja aquilo, não falamos ao vento. Podemos pedir um tempo a uma pessoa e
desistir. De repente, vem aquela mão que horas de afagaram em desculpas e te
impulsiona a pensar no tempo que você precisa para decidir o que realmente quer
e o que se encontra em seu coração. Lembro que quando adolescente, minha avó
sempre dizia que temos que ter muito cuidado com o que falamos. Os anjos podem
dizer amém. E foi exatamente isso que aconteceu comigo e com pessoas que ainda
não pararam para perceber. Tivemos as nossas palavras transformadas em
circunstâncias. O poder do pensamento em consonância com a realidade.
De
conselhos para pensar menos, estou cheio deles em meus livros e rabiscos. Mas do
que adianta tentar não pensar quando tudo o que me resta é exatamente isso? Pensar
no que eu deveria pensar, ser o que eu desejo ser, agir por conta do pensar,
silenciar para falar. Deste último é o hábito que mais uso hodiernamente. No
passado já falei de mais o que eu não queria, machuquei muita gente com isso e
me arrependi depois. Da filosofia do amar é não precisar pedir perdão, eu
carrego aquela que temos que evitar pedir esse mesmo perdão, fazendo de tudo,
mesmo que isso seja inevitável em momentos, para não ter que pedi-lo.
Fiscalizar nossos próprios atos em virtude do bem-estar do outro. Silencio,
fico apático, pego um tênis de corrida e desanuvio. Agir sem pensar é algo que
não quero agir.
Ser leve
quando tudo que te rodeia parece pesado. Pensar que poderia ter sido pior e que
a outra pessoa tem o direito de pensar diferente de você e que você não pode se
contrapor à isso. Um sorriso no rosto é mais fácil de justificar que uma “cara
amarrada”. “Engolir” certas atitudes, passar por cima, perdoar, não trazer a
lume aquilo que não vai acrescentar em nada também são atitudes que hoje me
influenciam. Nada se compara a dificuldade de ter que ser leve. A vida já
possui muitos problemas para termos que criar os nossos próprios e ter a
audácia de conviver com eles. O menos também pode ser o mais, tanto na dor como
no amor.
Todos dizem que amar é muito fácil e o
difícil é esquecer. Para mim, se amar fosse fácil, ele se chamaria miojo e não
amor. Este é para ser vivido para quem esta realmente disposto a viver, mesmo
que a vida lhe traga medos que te fazem pensar em desistir. Desistir, sem ao
menos tentar, é ser menos demais para uma pessoa que sempre tentou ser o mais
das situações. Com muitas coisas acontecendo no presente, esquecemos de deixar
o futuro subsidiário e por horas damos mais ênfase ao passado. Eu era muito
agarrado no passado das pessoas. Nunca ganhei nada de bom com isso, apenas
desconfiança, segredos e dores de cabeça fortes. Por ser assim, nunca reparei o
quanto estava perdendo em me preocupar com coisas que não podem ser esquecidas,
mudadas e refeitas. Não serei em hipócrita em dizer que sempre será um caminho
de flores, uma tarde de domingo agradável ou um jantar romântico. Outras coisas
bem piores estão escondidas em aceitar ir de encontro a essa felicidade. Só
posso garantir que na vida chegará o momento que exigirá o seu mais alto ápice
de força e você terá que passar no teste, sob pena de nulidade de muitas coisas
boas em troca e de seu amor.
De coragem a vida profissional também
pedirá. Arrependo-me de não ter tido a maturidade suficiente decisiva de uma
faculdade anos atrás. Um ano e meio de ócio talvez seja o preço que pago hoje.
Corro atrás de todo o prejuízo com uma fome insaciável. Ter ânimo, calma e bom
humor também faz sua vida crescer, ainda mais profissionalmente. Agarramos na
esperança da recompensa disso tudo e esperamos.
Por mais que a vida não seja fácil, crescer
a faz parecer mais leve. Pensar em coisas boas e mudar. Tentar outra vez se não
conseguir. Errar e pedir perdão. Mimar e amar até a outra pessoa não ter
palavras e sorrir por isso. Ser forte e calmo quando tudo que você queria é
fugir. Futuro, maturidade, crescimento, conhecimento, amor, vida espiritual,
podem até possuir significados opostos, mas suas naturezas não se tornam tão
distintas se pensarmos assim.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Eu quero apenas você.
“Não é
tanto a saudade, nem muito menos falta de amor. Só é que a gente se acostuma
rápido com o que é bom. O beijo bom, o carinho bom, o amor bom. Eternamente
somos findados a gostar das coisas boas e a sentir falta delas quando estamos
longe daquilo que desejamos querer sempre perto. Assim, bate aquela abstinência
vespertina que nem café cura. Apenas uma pessoa, a sua pessoa.” (Arthur Kaiser)
Eu não sei o que acontece. Tem horas que amar deixa
a gente triste. Não por falta de amor, não por saudade. Talvez seja porque tudo
que fazemos possui um peso dobrado em cima de nossas atitudes na visão da outra
pessoa. Todas as palavras, cada gesto e cada atitude podem não ser suficientes
para demonstrar o quanto você ama a outra pessoa. Bobeira é quem pensa que o
amor dura um século sem que os corações não se vejam. Para mim, o amor deve ser
renovado a cada dia. Não pense que serão apenas dias de sol, de praia e
curtição. Haverá dias que você não irá almoçar porque está preocupado com a
outra pessoa, não conseguirá dormir sem ouvir a voz dela, não verá um futuro
sem ela. O que eu faço hoje, é pensando em um futuro para nós. Cada sorriso que
vejo é o seu que é refletido em meu pensamento. Se recebo um olhar, eu desvio,
pois não é os olhos da pessoa que eu amo. Talvez seja muito difícil amar.
Apenas os fortes conseguem, os que sabem o que querem, os que querem que tudo
valha a pena. Quando você olha aquele rosto que já tanto te alegrou e ele está
triste, sem vida, inseguro. Eu tento fazer de tudo para afastar essa
tempestade, toda essa ventania que me leva para longe de você. Não deixe nunca
que conjecturas suas sejam as minhas razões de viver. Eu escolhi você e não
quero, desejo, olho, cobiço mais ninguém. Se fases que os jovens preferem é o
seu medo, eu abdico daquilo que for necessário para que a nossa fase sempre
perdure. Por favor, se palavras não são suficientes, se atitudes não bastam,
que outras maneiras que você precisar para se sentir melhor, assim, sejam reveladas
a mim. Eu posso ser um exagerado, infantil, “um moleque”. Porém sei exatamente
o que eu quero e não desperdiço quando o destino me revela a melhor pessoa do
mundo, e de quebra, ainda a dá de presente a mim. Eu amo você, melhor do que
ontem, mais do que hoje e espero cada vez mais no futuro. Isso não são palavras
de um futuro bom apenas. São os meus desejos, as minhas vontades e as minhas
razões. Eu vou dormir pensando em você, vou sonhar com você enquanto durmo e
acordarei com um sorriso no rosto por estar ainda com você, meu amor.
sábado, 7 de abril de 2012
Se namorar fosse tão fácil assim ...
E quem foi quem disse que namorar é fácil?
Quando eu via aqueles casais, tomando sorvete, felizes,
demonstrando todos os seus afetos, eu pensava que devia ser divertido namorar
e, principalmente, fácil. Doce mera amarga ilusão.
Namorar é você ir do inferno ao céu em apenas uma única
conversa. Ter ciúme de uma única aproximação ou simples conjectura de alguém
perto da pessoa que é sua por direito. Não é só botar “em um relacionamento
sério” em redes sociais, é você criar mecanismos sérios para levar isso tudo a
sério. Brota-se uma vontade de discutir sobre tudo, o verdadeiro lema de fazer
tempestade em copo d’água. Não porque você gosta de brigar, mas porque cada
palavra, cada gesto, propaga-se até você com um peso muito maior do que se
fosse um amigo, um colega ou parente falando.
Deve-se controlar toda a sua expressão facial, elas não
apenas refletem o que você está sentindo ou pensando, mostram ainda mais o que
na essência poderia ser desnecessário. A maior luta não será para tentar se ver
durante a semana, situação financeira ou equilíbrio. Sua luta será com a sua
mente. Ela sim é a sua pior inimiga.
Fatos concretos são limitados, possível de serem
analisados, passível de compreensão. O que a sua mente pensa, repensa, cria, destrói,
foge do seu controle. Se há momentos que deveriam ser esquecidos, ela irá te
lembrar, e isso irá te consumir. Nunca paramos para pensar se aquilo tudo que
pensamos é a verdade absoluta na realidade, porque para nós aquilo se
transforma na nossa própria realidade. Mente fértil, mente poluidora. Seria uma
maravilha se pudéssemos namorar e não pensar em tanta coisa e, assim, não fazer
tanta coisa. A palavra “desculpa” anda ao lado de seu companheiro “obrigado”.
Estranho isso
tudo? Ambíguo? Sim, até demais. Na verdade, nunca saberemos o que a outra
pessoa sente se não nos permitimos pensar menos e sentir mais. Só teremos a
certeza de nossos próprios sentimentos. Fechar os olhos e esquecer todas as
mensagens de ex, telefones no celular, cantadas recebidas pela pessoa, maneiras
de como foi tratado. Confiar não é luxo, torna-se necessário. Não ligar para
tudo isso se torna um meio a mais de confiar, cada um a sua maneira.
Namorar é muito bom, mas é difícil. Espero sempre tentar
estar preparado por inteiro. A recompensa vem depois de você fechar seus olhos.
Há varias maneiras de o amor ser cego. Hoje, eu luto pela cegueira. Não só para
olhar pouco, mas reparar mais naquilo que realmente importa. Amar.
segunda-feira, 26 de março de 2012
“ - Scusa, se Io sono un imbranato”
É
impressionante como a vivência nos traz experiência. Acho-a ainda mais bela
quando ela coloca pessoas maravilhosas em nossas vidas. Não sei o porquê deu
estar escrevendo, apenas quero botar tudo que sinto para fora de uma
preocupação latente e que em muito tempo do meu dia torna-se efêmera ou
duradoura. Condição esta apenas estabelecida por palavras ou atitudes que
chegam até a mim.
Hoje faz 2
semanas e 3 dias que começamos a namorar. Ainda não consigo acreditar que estou
a mais de duas semanas gostando de alguém. Digo isso por eu sempre ter
facilidade em gostar, mas possuo a mesma habilidade de afastar as pessoas que
eu gosto ao mesmo tempo. Não sei se é a mania de ser auto-suficiente ou medo de
se entregar, se é falta de coragem para admitir o que eu não entendo, ou
simplesmente por não acreditar que verdadeiros casais existem. “E forse l'ho
capito e sono qui”.
A relutância em te encontrar pela primeira vez era
de natureza polissêmica que seria prolixo discutir em apenas uma conversa. Ao
mesmo que me sentia atraído, algo me puxava pelo pescoço, alertando-me que não
poderia dar certo. Se era idade, diferentes tipos de vida, visões de
experiência, diferença financeira... Não saberia dizer-te exatamente o motivo,
só sei que criei coragem suficiente para ver o que poderia acontecer.
“Scusa se
ti amo e se ci conosciamo”. Momento de verdadeira guerra de quem não queria
se entregar primeiro. Penedo é lindo, mas fica sempre mais bonito quando vemos
um casal passeando de mãos dadas, olhando as vitrines, contando do pouco que
tem coragem de se abrir, tentando se mostrar para agradar. Eu não teria outra
palavra que significasse mais o que eu senti do que aquela que sentimos quando
tudo está em perfeita ordem. A maneira de dormir, os “espasmos” para relaxar o
músculo, a memória de como é seu rosto quando este se encontra levemente
repousado em meus braços. Se algum sonho se realiza, não é apenas sonho, deve
ser uma realização em algum caminho que também tenha o querer, o gostar, a
vontade, o carinho, reunidos na mochila. No dia seguinte, o medo de te perder
apenas com a abertura das pálpebras sob o iniciar de um novo dia. A dúvida do
reencontro, a certeza de que tudo era real, e que se não fosse, caberia apenas
a mim esquecer ...
“Ciao..come
stai? Domanda inutile! Ma a me l'amore mi rende prevedibile”. A chuva que
caía naquele dia, o frio que fazia, tornava-se evidente que alguma coisa mudou,
não apenas no tempo, com essa mudança do quente para o frio, mas também aquela
minha vontade de não querer me apaixonar por alguém, de me entregar. Mando a
mensagem mais infantil de todas, espero a resposta, sorrio quando ela foi
positiva. Iria realmente encontrar a pessoa que eu tanto queria novamente junto
a mim. Um cinema, uma fala que te deixou extasiada enquanto eu ia ao banheiro,
o pedido metafórico de namoro, a aceitação tácita, evasiva, mas com toda
certeza de que estaria fazendo a coisa certa, com a pessoa certa, em um lugar
não muito claro. Sei que pedir para você se abrir, foi algo até mesmo
intimidador provindo de uma pessoa que você apenas conheceu a algumas horas
atrás. Eu queria te ouvir, sentir o que você sente, se não era apenas eu que
estava me entregando, se a noite foi boa ou se aquilo seria o que para muitos
era o normal, apenas um encontro.
“Scusa se
non parlo piano ma se non urlo muoio”. Eu queria a intimidade. Criar o que
nunca tinha tido direito com alguém, algo sólido de natureza, se possível, concreta.
A cada história contada, cada risada, cada beijo, eu ia me apaixonando. Cheguei
a casa me perguntando se estávamos fazendo a coisa certa, se não sofreríamos
pressão, se o trabalho atrapalharia, se a minha rotina de estudo seria um
problema, como seria a reação de seus amigos, se você acataria as minhas
condições, se quando eu desse o meu primeiro silêncio, como você iria reagir,
até quando iria me suportar...
“Scusa sai se provo a insistere, divento
insopportabile, io sono”.
A segunda-feira foi àquela espécie de prova da saudade. Focar é algo pedido e
necessário, mas impossível de se pensar. A espera de cada mensagem de bom dia,
de palavras doces pela manhã, de como tudo aquilo estava sendo importante no
rumo do futuro de ambos. Não me canso de esperar, todos os dias, desde aquela
segunda, a mensagem de bom dia. Assim que a recebo lembro-me do seu sorriso, o
modo como segura minha mão quando está dirigindo, o jeito de falar para me
acalmar, as brincadeiras íntimas de casal, “heim”?! O meu dia torna-se outro, e
quando eu não te vejo, como naquela segunda-feira, ele se arrasta, torna-se
cinza, quase com um sentimento de falta que apenas é preenchido com a sua
presença e o seu perfume na gola da minha camisa. Terça é o nosso dia.
Almoçamos juntos, o elogio da roupa, o calor rotineiro, as conversar sobre um
dia estressante, o obrigado por um amenizar a preocupação do outro, a
insegurança, o momento sem falas que tentamos deduzir o que o outro está
pensando. Sempre vamos juntos ao Fórum nesse dia. Pelo menos, nossa profissão é
a mesma e temos o prazer, até hoje, de poder pegar uma carona no que o outro
está fazendo. É reconfortante saber que depois de audiências exaustivas, eu
irei ver-te novamente, trocar mais duas horas livres, por horas que são sempre
guardadas no momento em que estou na faculdade. Quarta é o dia mais longo da
semana. Tirando aquela que você foi me buscar na faculdade, por precisar apenas
ficar ao meu lado. Fora essa, é o dia que eu te ligo tarde, atrapalho seu sono,
apenas para dizer boa noite. Quinta é sempre muito agitada. Não sei se é porque
o final de semana está chegando ou se a dor da saudade bate mais forte.
Coincidentemente, é o dia que eu quase deixei você ir embora. O dia do meu
silêncio mais terrível, do meu choro sem saída, da vontade de sumir, do momento
de sentir que não sou suficiente para você, que você merecia uma pessoa melhor,
eu não posso te dar tanta coisa, tanto tempo como você merecia. É um daqueles
dias que eu me entristeço quando lembro o seu rosto triste, sua lágrima quase
escorrendo, seu medo, seu sentimento de a cada “eu te amo” dito, eu estava indo
embora e escapando de suas mãos. Eu provavelmente teria feito a maior burrada
da minha vida, por simples especulações minhas, conjecturas que eu deveria te
contar, da minha maneira errada de não saber pensar como um casal ainda.
Desculpe-me por tudo. Obrigado por fazer entender o quanto você me ama e o
tanto que sente a minha falta. Sexta é um dia de casal. O dia que eu nunca
tive. De sair para namorar, comer uma boa comida, em um bom lugar e depois
consumar todo o nosso amor. Eu não me canso de dizer o quanto aquela noite foi
maravilhosa, de ver toda a sua entrega, de pela primeira vez, saber o que era
amar uma pessoa suficiente a ponto de se entregar de maneira total, beijar,
acariciar alguém que é seu e que deseja que seja assim, sem nenhum outro
diapasão. Se toda sexta for sempre assim, o final de semana poderia ter as suas
horas reduzidas devido a tanta intensidade.
“Ci risiamo, va bene, è antico, ma ti amo”. Sábado, dia de amigos. Contar aos meus amigos
sobre você, aniversários, conhecer seus amigos, seu porto seguro. Tento ser o
mais social, procuro agradar sempre. Eu sei o quanto é importante isso para
você. Pode ter certeza que é muito mais importante para mim. Eu zelo pela
harmonia, de não submeter a ninguém algum comportamento, relacionamento sem a
conscientização individual do ato. Quando eu ouvi você falar que me amava pela
primeira vez, você bebia cerveja, não acreditei, mas quando respondi, não era
mentira. Eu também te amava. Fiquei com medo de você se arrepender no outro
dia. Levei-te em casa. Cuidei de você. Dormimos de conchinha. Conheci seus
pais. Conheci sua irmã que tanto nos apoiou e que pretendo fazer jus a pessoa
maravilhosa que você e ela são. O primeiro dia do final de semana tornou-se o
nosso dia “aniversário de namoro”. Domingo foi o dia que escutei o primeiro “eu
te amo” seu. Fiquei triste por não ter muito tempo com você, fomos conversar, e
de repente você fala: “Eu não agüento mais isto que está aqui dentro. Não sei o
que você irá pensar. Só quero dizer que “eu te amo”. Não tenho medo de ser a
primeira pessoa a falar isso nessa relação.” Quando te abracei, escondi minhas
lágrimas, olhei em seus olhos, e abri meu coração. Foi o dia que mais nos conhecemos.
O dia que sempre fazemos juras de amor eterno.
“Ti guardo fisso e tremo all'idea di averti
accanto. E sentirmi tuo soltanto”. Eu também tenho receios, medos, insegurança. Temos diferença de idade,
vidas distintas, diferentes horários, porém temos disposição para amar, de
sentir a mudança que esse sentimento faz em nossas vidas. Eu estava pronto para
você. Aguardando o dia que eu iria encontrar quem estava me procurando. A sua
voz de sono que me acalma, a sua mudança de hábito, o seu tempo para mim, a sua
disposição para dizer tudo que eu preciso ouvir, de não ter me largado por
causa das minhas manias e medos. Não tenho medo de construir um futuro com
você. Tenho medo apenas de uma coisa: do dia que você enjoar de mim, do dia que
cansar de fazer tudo que você faz e diz nunca ter feito por ninguém, de cair na
rotina. Eu cuido para que a cada dia possamos fazer com que seja perfeito. A
cada dia nossa ligação de boa noite, nosso último sorriso, nossa última frase
fazem com que eu me apaixone mais e mais. Desculpe se meu silêncio, quando
eu mais quero falar e quando você mais precisa ouvir, reina entre nós. Eu me
calo, não por não saber o que falar, e sim, por saber falar o que seria
necessário, mas meu coração não deixa por estar batendo tão forte a ponto de
deixar as palavras supérfluas e demasiadamente difíceis de serem pronunciadas.
Eu me entrego sem demora, sem desculpas, apenas de
coração. Repito isso todos os dias: “Eu vou dormir pensando em você, vou
acordar pensando em você e vou passar o dia pensando em você”. Dedicarei o meu
primeiro sorriso da manhã à pessoa que o merece, àquela que está dentro do meu
coração. – “E sono qui che parlo emozionato e sono un imbranato.” (Imbranato - Tiziano Ferro)
Espero
que tudo dê certo. Eu torço por isso. Eu te amo, Mô!
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