quinta-feira, 14 de abril de 2011

Novo perfil


“Existem pessoas que precisam da ausência para querer a presença. Às vezes você tem que esquecer o que você quer, para começar a entender o que você merece. A vida não está dando errado pra mim, pelo contrário, a cada dia está apenas mostrando uma pequena parte do que pode acontecer se eu fizer a escolha errada. Já dei muito valor ao que perdi. Chegou a hora de valorizar o que conquistei!"

 
Não faço jus ao que eu ontem era, tanto que nem me reconheço em horas atrás. Quando precisamos de mudança, eu não espero que ela ache-me, eu vou ao seu encontro. Depois de meses tentando descobrir quem eu sou, acho que descobri algumas partes do que eu não sou. Creio que para um começo, como em uma prova de múltipla escolha que em certas questões você tem que ir pelo legendário “unidunitê”, eu estou indo bem. Pegando esse mesmo raciocínio, eu tive que decidir o que eu quero e o que eu não quero mais em minha vida. Infelizmente, achei essa alternativa muito juvenil e pouco adequada para sinalizar um passo adiante. Decidi por aquilo que eu mereço e ao qual já conquistei. Não preciso achar “novos amores”. Mesmo executando a filosofia do: “no time, no love, no out of focus”, eu decidi que não encontrarei quem eu estiver procurando se continuar dessa maneira. Deixarei que a pessoa me ache. Enquanto isso eu regarei meu jardim, cuidarei dele como um amor de mãe resguarda um filho e deixarei que algumas restritas borboletas ou pássaros amigos possam voar para seu maior encanto matinal. Não mudarei meu caráter, no entanto “things chance, people change” eu terei que aprimorar-me ainda mais. Não desejos pessoas que me fazem bocejar ou criar noites de tormenta em minha vida participar usando o seu livre arbítrio. Não é egoísmo genuíno, é apenas censo catedrático. Acrescente-me com o que você tem de melhor que eu mostrarei o melhor que há em mim. Sentirei saudade de algumas coisas, porém sofro as conseqüências por viver uma vida ao qual eu nem sequer sabia a 19 anos atrás. Eu vou chorar, eu vou sorrir, eu vou falar o que eu sinto. Se a sociedade desgostar ou eu não seguir o modelo como as pessoas agem umas com a outras, na boa, foda-se! Eu conquistei inúmeras coisas, está na hora de alimentar as plantas vívidas e de tonalidades brilhantes verdejantes que eu tenho e não olhar o que há de melhor no jardim do vizinho. As pedras que me atiram eu vou recolhê-las e colocá-las em minha carteira para saber o quanto forte é o poder das pessoas sobre mim. O mau que eu atraio será simplesmente fruto da minha total cativação nula. O sorriso que cativo sendo o melhor ator que eu posso ser estará estampado em meu rosto. O menino ciumento e possessivo que apenas quis um dia viver em um mundo ao qual as pessoas namoravam para querer estar do lado de outra pessoa unicamente e exclusivamente, que havia conversas entre ambos e que respeito e cuidado eram primordiais desde o primeiro toque de amor irá continuar a existir dentro de alguma parte de meu corpo. Serei tudo que eu quiser ser, no momento que melhor agradar-me para ter de volta ou encontrar pela primeira vez em minha vida aquele Arthur que não tem nem nome e que se encontra em mim, apenas. (Arthur Kaiser)     


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Por que não podia ser assim?


"Quanto mais eu conheço as pessoas, mais gosto dos meus livros. Prefiro o que me faz crescer a aquelas pessoas que só aborrecem-me profundamente. Espero que tudo isso seja um jogo ao qual eu possa encontrar a última casa: o Céu!" (Arthur Kaiser)

Eu sou do tempo que o amor podia existir. Castelos não existiam, existiam camas a serem divididas. Prefiro presença a ausência. Não entendo o porquê de você não ser correspondido, a dúvida de uma traição, o medo de você realmente amou ou foi apenas uma cisma. O calor do Sol está nos consumindo, por que não deixar esse calor delirar-se ao redor de nossos corpos, juntos? Não fui feito para a traição, não tem esse tópico no meu manual de instrução. Por que não ser apenas de uma só pessoa? É orgulho ferido ou trauma futuro? Tentar ser confiante todos os dias é quase uma lição escolar diária. A ligação não respondida podia ser aquela ligação de madrugada que vocês iriam rir e perdoa-se a si mesmo, pois tudo que fazemos por aquilo ou quem amamos não devem ter desculpa, pois foram feitas usando a consciência genuína de nossos corações. Eu sei, é um sonho. Autismo ou sonhador, louco ou irreal, amor e raiva, lembranças de ruas transversais? Aquelas que você tem que passar pela ponta de uma para cruzar a outra inevitavelmente. Exigências ou possessividade? Estar totalmente maluco ou mentalmente apaixonado? Eu tento entender agora como são os pensamentos das pessoas que não conseguem entender o que eu também não entendo. Espero que o sexo não seja tudo para todos. O que adianta gozar de uma noite sem ter realmente aquela pessoa totalmente? O mundo ideal não existe, mas sempre tentamos ser o melhor para conseguir apenas tocar a areia desse paraíso. Eu não irei mudar meu jeito, eu chorarei a cada vontade de chorar, irei rir a cada gesto iluminado de meu coração, irei me apaixonar por otárias e sem coração. Já que o certo e o imperfeito tudo se completa de algum jeito.     

     

domingo, 3 de abril de 2011

Da Infância até a adolescência.


   Quando criança, assim que nossa lucidez humana deu seus primeiros passos, tínhamos tempo para tudo. Não tudo que queríamos, porém tudo que nossos pais queriam. Às vezes, nosso mimo ou nossa desdenha em certos momentos transformaram a nossa personalidade, que já estava sendo formada, ficar mais pesada, pois carregamos certos traumas e medos até a nossa adolescência ou até a nossa morte, caso não tratados. Aos nossos olhos, brincar, ir para rua jogar queimada ou futebol, pegar onda na praia, jogar “tazo” ou ver se o “tamagotchi” estava precisando de comida ou bebida eram as coisas mais divertidas se comparadas com os deveres de casa que éramos obrigados a fazer pelos nossos professores e pais.
    Não tínhamos noção do valor do dinheiro. Cinco reais eram gastos em balas “bolete” ou com o picolé “abracadabra” que pintava a língua. Nossos pais realizavam- se na gente. Mães querendo que sua filha bonequinha fizesse balé, para que um dia a mesma dançasse “Lago dos Cisnes” ou “O quebra- nozes”. Pais querendo que seus filhos jogassem futebol ou virassem um Marlin dentro de uma piscina, para que assim, poderem torna-se aquele filho “orgulho da família”.
    Crescemos e com a nossa saída da infância e seus encantos, entramos para a pré adolescência. A beleza como grau de comparação, o melhor da turma, o bagunceiro, o status financeiro, a inveja, as brigas, os palavrões mais indelicados e de baixo calão, os primeiros beijos. Íamos para a escola, não mais porque éramos obrigados, mas sim, porque queríamos sair de casa para não ficar aturando o irmão pequeno ou a mãe neurótica por limpeza. Criamos um amigo imaginário e imaginamos ser uma pessoa que queremos nos tornar. Alienação da mídia, ilusão do perfeito, espinhas. As roupas de marca eram essenciais, quem não as tivesse, estava fora do grupinho. A turma do bolinha era uma coisa do tipo: ou você faz parte, ou você não faz, agüente as conseqüências, proteja-se como puder e como melhor convêm. Tentamos nos tornar donos do nosso próprio nariz, briga com a família, choro, trauma, isolamento, ausência dos pais. Começamos a nos sentir mais sozinhos, mesmo rodeados por pessoas ao nosso lado.
    Talvez aconteça uma troca de colégio. A mudança da velha vida. Novos amigos, novos professores, tudo é um novo processo que você precisa ser necessariamente e indiscutivelmente o melhor, caso você não queria ser excluído. Se você tirar nota baixa, você é maneiro e descolado, caso tire nota alta e é elogiado pelo professor, você é o nerd da turma e sempre estará alguém em sua sombra e até mesmo em sua mente, se for possível. Não fugimos do primeiro amor. Do primeiro beijo de cinema atrás do ginásio de esportes. Do primeiro sentimento de fazer a coisa “mal feita” e escondida de nossos pais. A panelinha organizada por escalões começa a se formar. Você não pode agradar a todos. A rua continua sendo a sua melhor amiga, desde que vá bem em seus estudos. Aprendemos a “colar”, os professores quase enlouquecem, somos os lobos em pele de cordeiro. Aprendemos como passar a perna, a pintar a escola, quebrar a luz do teto, ser famoso ou não ser famoso. Temos duas vidas, a que passamos estudando na escola e da de dentro de casa. A internet é a nossa melhor amiga, as conversas familiares se extinguem dando lugar a televisão ou ao computador.
    Todos os pré adolescentes deviam ter um psicólogo em seu celular de última geração, dado por seus pais acéfalos. Não queremos dinheiro, queremos atenção e carinho. Queremos conversas e não broncas. Queremos ouvir que iremos viajar juntos e não sobre o que deixamos de fazer ou o que deveríamos fazer para ser uma grande pessoa na vida. Falta de comunicação. Professores se queixando que educação vem de casa, os alunos escrevendo bilhetinhos esculachando a professora e qual será o seu castigo perverso que será imposto a ela.
     Chegando ao ensino médio. Sua vida antiga, que era "horrível", torna-se perfeita, e a “nova” vida é horrorosa. Você estuda e não tem outra opção. Ninguém consegue “colar” em tudo. Aproveite o seu ensino médio ao máximo. Estude no primeiro ano, faça amigos que você carregará como lembranças especiais em seu coração, as aulas serão chatas, mas se você aprendê-las verá que no terceiro ano, vai ficar mais fácil caso você estudou bem no primeiro.
    Namore no segundo ano, aproveite seus amigos, faça programas juntos, vá a shows juntos. Este ano não será tão difícil, descubra seus limites, trabalhe nas férias, aumente o exercício físico para que você possa ver no futuro que se ama mais que qualquer outra pessoa poderá um dia te amar. Viva amores impossível, pois você terá tempo no futuro para revê-los. Comece a olhar seus pais com outros olhos, eles não são apenas dinheiro, eles já tiveram a sua idade, diga “eu te amo” gritando e não se arrependa no outro dia.
     O terceiro ano é tudo novo, de novo. Vestibular, aulas a mais, pais falando em sua cabeça até ela explodir. É hora de auto-descobrimento. Beije aquela pessoa que você nem conhece direito, ela pode ser o amor de sua vida, tire seu medo de transar
   Você chorará vendo as fotos antigas, lendo as cartas que poucas pessoas mandam hoje em dia, verá que perdeu muito tempo com pouca coisa, deixou de ser você mesmo, ou que perdeu aquela pessoa ao qual você casaria em Las Vegas na sua próxima viagem. Simplesmente, não deixe de sorrir, porque a vida adulta começará em breve. As férias estão aí, se acabe nelas porque você não será mais a protegida, você terá que ser seu escudo daqui para frente, a vida como ela realmente é. 


quinta-feira, 31 de março de 2011

Eu apenas queria (...)

Eu não posso afirmar que irei te esquecer quando olhar para o próximo dia de lua cheia, não posso também dizer que você não foi especial, também não quero pensar que eu não soube lidar com toda a situação. Apenas digo que há impossibilidades no mundo, e isso já me basta para não me auto-recriminar. A propósito, Boa tarde! (Arthur Kaiser)
 
Sabe o que eu realmente queria? Você. Mas não a pessoa que realmente és, eu quero a pessoa que existe dentro de você, em algum lugar. Eu queria pegar o meu celular agora, escriturar palavras de amor como aquelas encontradas em pergaminhos antigos ou em bilhetes de um velho casal romântico. Eu poderia ver qual seria a sua recompensa, se o tempo não tivesse passado. Ouvir sua voz, aquela mesma voz que acalma e cria inseguranças. Por que eu não acredito em você? Minha melhor amiga diz que insegurança é normal. Eu não acredito no que dizes porque suas palavras não correspondem com seus actos, seu carinho, muito das vezes vago, parece artificial ou o seu olhar distante faz-me debruçar em meus travesseiros e pensar sobre o poder que suas reações me afetam. Eu não consigo ler seus pensamentos, não decifro suas mensagens oculares, seu carinho tateável, suas palavras muito bem escritas em mensagens. Eu sou ótimo em decifrar mensagens subliminares e mensagem corporal, com você eu não consigo prever nem o que você irá falar e muito menos como irá reagir. Eu queria que você falasse tudo que está sentindo, que nossas conversas se prolongassem, que um dia poderemos fugir para um lugar que será só nosso. Eu troquei todas por você, não só de encontros, também aquelas que poderiam dar algum futuro. Os meus maiores defeitos se concretizaram: esperar que os outros fizessem aquilo que eu faria, criar expectativas no começo, gostar demais. Se eu mudasse isso em mim, eu não teria gostado tanto de você, mesmo que isto tenha se realizado tão rapidamente. Se eu sinto ciúmes é porque eu gosto, se eu ligo é porque eu também gosto que me liguem, se hoje eu falo o que sinto, eu espero o mínimo de respeito e reciprocidade. Eu não sou perfeito, minhas asas quebraram-se na segunda chuva de verão de 1992. O mais engraçado é que eu ainda espero o telefone tocar ou uma surpresa acontecer. Com você, eu acho que eu não consegui tirar uma verdade se quer. Você foi uma pessoa diferente do que realmente és? Qual era o seu objetivo? Eu voltei para a musculação por sua causa e consegui um avanço extraordinário de nível no meu inglês, obrigado alma-gêmea. Mesmo sem conhecer se você gosta de arroz e feijão, se gosta de calor ou frio, se prefere praia ou montanha, eu gostei de te conhecer. A realidade ainda não caiu, eu vou sentir saudade do nosso momento. Espero que saiba que eu prefiro ver você assim, como uma lembrança boa de um passado importante do que uma breve brisa de frente-fria. “Good evening”, meu bebe.

terça-feira, 29 de março de 2011

Será que aquele dia chega?

“O bom de um dia ensolarado, é que você compreende que a tempestade do ontem foi apenas uma chuva de verão. E que no futuro existe dias melhores, aquele dia depois de amanhã, sabe qual?” (Arthur Kaiser)

É minha gente, o tempo acabou, times up, game over, next. Toda aquela paixão momentânea se foi, com ela todo o amor que poderia acontecer. Não digo que me precipitei ao máximo, mas sei que vivi muito rápido o que poderia ter-se desenrolado por alguns meses. Com toda a minha insegurança inicial, que para muitos, é sinal de paixão, eu quis reverte-la em compreensão. Mas toda corda tem dois lados, se você a puxa mais para um lado, o outro logicamente fica mais fragilizado, comigo não poderia ser diferente. Ao mesmo tempo em que fui muito maduro, eu tornei-me mais vulnerável, mais atencioso, mais carente do que o normal. Eu falei sobre traição bem no começo, falei como a ausência machucava cada noite com as chuvas de outono em minha sacada, falei sobre como ela foi importante por ter tido o privilégio de ter conhecido o meu tesouro mais belo e lapidado. Não me arrependo de ter feito isso, eu senti que você era realmente especial. Eu passei por cima de fofocas, de sentimentos maquiavélicos juvenis, de falta de telefonemas, só não passei por cima de meu caráter. Depois de ter visto o filme “a verdade nua e crua”, eu não quis me transformar em um fantoche de um falso Arthur (como a protagonista se transformou em um fantoche de mulher perfeita pelo seu futuro amor), eu apenas quis ser eu,eu apenas quis amadurecer ao seu lado. Entretanto, eu não soube te olhar. Eu fui egocêntrico e carente em abundância. Não tenho o direito de roubar a sua liberdade e muito menos exigir atenção de você, que eu apenas conheço a uma semana. Desculpe-me. Foi complicado ouvir um “Sim” ao namoro e um “Não” para minha presença. “Isso também passará”: sempre falei isso em momentos ruins e sempre falarei. Eu vou perder uma pessoa que eu gostava de estar junto, mesmo não tendo muitas conversas, mesmo possuindo mundos diferentes (tanto sociais, financeiros e família), mesmo tendo sempre um pé atrás em tudo que era falado. Por que eu sou assim? Não sei. Talvez venha aquela velha frase: “Eu não nasci para o amor. Vou me cortar!” Levo em consideração, hoje, que não era o momento, eu preciso de um momento de maior descobrimento e realização, e não de uma pessoa para estar 24 horas em minha mente ou não possuir concentração para ler, apenas porque eu não recebi a ligação esperada. Ser jovem é também ser assim: amar em um dia, gostar no dia seguinte e no outro dia apenas olhar para trás e falar: “Eu vivi. Agora passou. A vida continua. Quem vem, vem!” Hoje eu vou dormir sozinho, aliás estou sozinho, mas quem foi que disse que na vida de adulto você terá sempre alguém ao seu lado? Ironia de vida e pensamento. 



sábado, 26 de março de 2011

Amor à distancia: o meu amor de adulto.

Acabo de assistir “amor à distancia”. Chego a uma conclusão que a minha nova maneira de gostar está se tornando, ao mesmo tempo madura, uma nova chance de me achar interiormente a cada segundo. Não estou separado de quem eu gosto pelas milhas de distancias entre cidades ou fusos horários absurdos e caóticos, entretanto, fico separado pela vida adulta que cada um acabara de começar. É estranho sair de uma fase onde o amor podia ser encontrado todo dia, andar pelas ruas de mãos dadas no decorrer de algumas horas ou simplesmente ter um tempo à toa. O amor antigo tinha mais possibilidades, mais acontecimentos, mais magia. Hoje temos que arranjar tempo para nos ver, fazer ligações quando não for atrapalhar um ao outro, ser compreensível e tentar acreditar ao máximo em todas as palavras pronunciadas pela boca que você tanto gosta de beijar, mas que está longe de você. Não digo que não a vejo, estaria sendo até egoísta, mas quando gostamos, queremos a pessoa a todo tempo, ligar quando dá vontade, estar presente para presenciar aquele sorriso que tanto gosta. O que seria de mim sem o celular? Sem as mensagens para impor minha presença? Esse amor adulto golpeia-me e faz-me mudar a cada nova hora do dia. O pensamento só nela, os livros para serem lidos, as noites sem o carinho, sem ela deitada em meu peito como um cachorrinho ao avistar um cobertor que já se atiça e tenta arranjar um espaço bem colado ao seu corpo. Eu sinto sua falta, amor. Ainda tenho que superar 3 meses assim. Eu estudando todo o dia inglês e italiano e você já na faculdade e trabalhando. Antes, eu sempre era o mais maduro, o de mais experiência. Hoje, eu tenho medo de perdê-la por causa disso. A saudade machuca cada pedaço de meu corpo. Doravante a isso, eu estou sendo feliz como nunca acreditei que pudesse ser novamente. Eu enfrento a distancia para poder passar cada pequeno momento com você no intervalo de nossas vidas corridas. A minha atenção, o meu carinho, o meu eu são seu. Eu vou continuar aqui, enquanto me fizeres sorrir. E quanto a distancia, ela vai continuar ensinando-me como a vida realmente é, como os planos deverão ser seguidos e como/quando os encontros serão planejados. Cada minuto é muito tempo quando estamos longe de quem gostamos. Cada tempo é muito pouco tempo quando estamos pertos. O jeito é amar.

A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande. (Roger Bussy)


sexta-feira, 25 de março de 2011

O tempo entre dois tempos.


Uma das coisas que mais estou aprendendo nessa semana, que está acabando de voar, é ter compreensão e paciência. Afinal, ninguém gosta de esperar e ninguém gosta de entender a vida do outro. O que fazer se a pessoa fala que irá te ligar mais tarde e não liga? Você vai se cortar e se afundar em um copo de coca-cola diet cantando aos berros “Estoy aqui” da nossa cigana Shakira loka loka? Há algum meses atrás, se acontecesse isso comigo, eu ficaria muito nervoso, meteria os pés pela mão e com certeza, decapitaria todo o possível relacionamento que poderia acontecer. Não entendemos que existe uma linha paralela entre a nossa vida e a vida da outra pessoa. Se não respeitarmos os limites de cada um, o equilíbrio irá se romper. Eu tenho a minha vida e ela tem a dela. Se ela não ligar para dar boa noite, eu relevo, pois ela ligara quando estava saindo da faculdade. Antes pouco do que nada. Se esse não é seu contentamento, você tem o direito de ficar calado. Você espera a ligação até a hora que vai dormir e isso não aconteceu? Talvez ela deva estar muito cansada ou simplesmente esqueceu-se. Se quando até a sua melhor amiga liga-te de manhã e fala que irá retornar a noite e isso não acontece, você releva, por que não fazer isso com a pessoa que você está gostando? Paranóia, medo, insegurança, a porta da rua imunda é serventia da casa para vocês. Eu posso estar sendo enganado, eu posso estar indo rápido demais, posso até me ferrar, mas sei que estou sendo o mais maduro que já fui na vida. Eu poderia simplesmente ligar para as “estepes”, com certeza, amanhã alguma estaria de bobeira. É realmente isso que eu quero? Se eu tanto desejei sentir toda essa paixão novamente, vale realmente à pena trocar tudo isso, por uma simples saída de horas? Não sou exemplo para nada, mas sei que isso seria uma parada desagradável nesse caminho que estou seguindo junto a segunda chance de gostar de alguém novamente. Maturidade, fidelidade e confiança. Essas questões de caráter que eu tanto zelo, não podem ser mantidas, se não há o respeito entre os tempos. O meu tempo e o dela.