sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Todos a bordo!


" - Hola senhor! Yo sou o seu mordomê.
- Oh my god! Isso é uma loucura."

Acordo sem conseguir dormir. Agora, estou deitado me sentindo um cachorro quando é posto dentro de um carro para enfrentar uma longa viagem – o bonitinho sempre dá um jeito de botar os bofes para fora. O cruzeiro estava marcado para sair ás 17hrs. Saímos um pouco atrasados de Volta Redonda, mas nada com que afetasse o nosso embarque – não por isso. Malas e mais malas, a despedida da minha casa foi cheia de ansiedade. Aquela rodoviária do Rio é uma vergonha – além de ser mal cuidada, ainda fede. O governo investe nas obras das olimpíadas, mas como as pessoas irão chegar ao Rio? De baixo de um esgoto como aquele? Ninguém merece. Fomos ao começo do Píer Mauá. Pessoas que não trouxeram documentos foram barradas, minha irmã foi barrada – ela ainda não tinha em mãos sua carteira de identidade, apenas o número. Choros, Polícia Federal, Comandante. Nada feito, ela não embarca. Ficamos arrasados, ela teve que ir para uma tia no bairro da Tijuca de táxi. O Costa Fortuna é um pedaço do paraíso na terra: imenso, com um cassino, academia climatizada e o melhor, cada corredor tem seu mordomo (mão de obra importada da Indonésia, tanta gente reclama da vida que tem e não presta atenção que há pessoas trabalhando um ano sem poder dormir para conseguir 1000 reais e ainda sim, não pode trabalhar no ano seguinte para não roubar a vaga de um parceiro que está na fila de espera, é trágico). Ele não fala português direito, estou adorando, TUDO em inglês. Ás vezes eu penso primeiro em inglês e depois traduzo aqui nesse navio. Foi a primeira pessoa mais gentil daqui. Explorando, já encontrei a academia, a melhor vista, o que fazer e o que no fazer (aqui tem um jornal chamado TODAY, com todas as atrações do navio do dia). Troco minha roupa, preciso relaxar depois do estresse e do incômodo ocorrido com a minha irmã. Fui fazer Spinning. Quando encontrei o lugar, minha boca se abriu e só saiu uma palavra: UAU! As bicicletas ficam na parte de trás do navio, estávamos em alto mar, vento cintilante e o pôr do sol. Nunca tinha feito uma atividade assim, é uma cena de filme, eu encontrei o meu lugar junto ao desconhecido. Era tudo que eu precisava. 9 dias ainda me restam no luxo e alegria, no Fortuna.
 


  

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

As cariocas: Iara, o passatempo de um tomate.


“Sabia que quando um pingüim encontra outro pingüim eles ficam juntos para sempre? Ele percorre toda a orla em busca de uma pedrinha para dar a sua amada em forma de seu amor, em forma de sua aliança.”

Passe-se um dia e não recebo a ligação dela. Fico imaginando se seria vingança por não ter ligado em nenhum de seus aniversários comemorados no mês que mais gosto, novembro. Ela era apenas uma pessoa educada que me deixava recados, era filha de minha catequista, era a menina que serviria para ser a namorada de qualquer homem humano – Hoje as mulheres sonham ou com um príncipe encantado em um cavalo branco ou com um vampiro em um Volvo prata. Eu era o “ELE” dela, hoje sou o “AQUELE”. O pior de tudo: eu deixei que isso tudo se transformasse em quase nada. Eu não tinha pretensão de levar nada a sério, afinal foi a primeira vez que namorei. Carinho, atenção, compreensão, música e cartas (eu leio quase toda noite uma, os 100 motivos para estar com um garoto infantil e mimado). Iara foi a minha inspiração pelo gosto de escrever, pelo gosto de ver nos livros uma vida e não letras soníferas de cabeceira. Eu gostava de sua beleza, a beleza que não possuía nome. Eu a chamava de sweetie, até descobrir que nós éramos um passatempo para um tomate e uma massa de pizza, mas as vacas ciumentas de campos verdejantes comeram todo o capim que me recordava a letra da música “Pensa em mim” que as índias feitiçeiras cantavam para o cacique de uma tribo. Eu não sabia lidar com toda essa situação, ela era boa demais. Simplesmente preparava a torta de queijo mais afrodisíaca e quente que já comi. Amassos no sofá, filmes românticos, forrós com inúmeras “casquinhas” tiradas, eram nossos recheios de finais de semana. Depois que o vento levou a minha soberba e meu egoísmo, eu pude ver que ela precisara de mim, mas a larguei. Hoje o canto da Iara não é mais o mesmo. Todo esse tempo, minha bela precisou de ajuda para me entender, mas eu a entendo perfeitamente. Eu a via chorar quando falei que seria como se eu nunca tivesse existido e segui em frente, sozinho e sem direção, rumo a minha vida imunda. Depois de muitas conversas ao celular de madrugada, brigas, rejeições e até sorrisos, fomos caminhar pela cidade em uma manhã nublada. A vida mudara, os problemas eram os mesmos, mas seus olhos de escritora envolviam-me de uma maneira que me fazia recordar de nossos tempos. Continuamos solteiros, sonhos foram mudados com o decorrer do tempo, mas sabemos que o que existiu entre nós ficará para sempre em nossos corações, eu seria o garoto que ela iria contar aos seus filhos na hora certa de sua vida matrimonial, como sua mãe fez um dia. A ligação, eu não perdoaria, até que o livro de nossa história seja publicado e enviado até a mim, seja lá onde eu estiver nesse mundo ao qual viajo hoje.

 

Malas argentinas atrasadas.


Juro que fiz um cronograma do que fazer nesses dias de intervalo em Volta Redonda, mas não segui nenhum item. Retornei a minha cidade e fiz o que sempre faço quando vou viajar, despedidas incalculáveis e memoráveis. Amigos se hospedam em minha casa, cinema com minhas irmãs e amigas, “fecha-bar” com pessoas antigas. É um ritual, pois cada pessoa gosta de comer um tipo de coisa, gosta de falar de um tipo de assunto, e isso me ajuda a recordar dos sabores dessa minha terra tão diversificada. Nunca tive uma bela mala de viagens, sempre peguei alguma emprestada de alguém. Hoje comprei a primeira – foi amor à primeira vista, uma Bagaggio linda e cinza. Acho que todas as lojas deviam distribuir brindes aos seus clientes, a pessoa se sente tão feliz e achando-se especial que acaba sendo conquistada – é quase a mesma reação quando você recebe uma bola a mais de sorvete, ou se seu bolo veio com uma cereja e o do seu irmão não, é gostosa. Combinei de assistir “De pernas para o ar” com a talentosíssima Ingrid Guimarães, virei fã desde o espetáculo “Cócegas”. Um dos poucos filmes brasileiros não enlatados – “muita calma nessa hora” também é um filme bom, mas um pouco apelativo. Depois de pipocas e risos fomos ao famoso “SYDS fecha bar”, um barzinho que toda vez que nos reuníamos lá, perdemos a noção da hora e os garçons se tornam quase amigos de shop. Minha irmã era a mulher de minha noite (na verdade ela é minha tia, mas fomos criados juntos, temos exatamente um ano de diferença, pois nascemos no mesmo dia e mês, ou seja, almas-gêmeas com a mesma marca de nascença). Eu não a via desde quando entrei em depressão, foi como se eu estivesse viajando há muito tempo e, por acaso, nos encontramos em um barzinho perto da rodoviária e matamos nossa saudade. Os amores de verão de Karynn Kaiser conseguiram superar todo o meu platônico, foi mais quente que o fogo da CSN. Um dia ela se tornará uma das Cariocas. Quando terminamos nosso aipim com calabresa já estava na hora do meu ônibus. É estranho quando dois irmãos se despendem e vão para suas respectivas casas, fica aquele ar de vazio dentro de você. Minha mala não está arrumada, tudo para a última hora – quando se viaja desde os cinco anos de idade, mala é um assunto que sou PHD. Amanhã tem mais despedida e encontros, mais risos e mais lembranças.  Meu último dia em VR, o último dia que antecede a viagem de meus sonhos, meu teenage dream.

“ – E esse foi meu verão: sol, praia e homens.
   - Seu verão? Ele apenas começou. Esse foi o seu começo, o nosso recomeço. Se joga gata!  - como disse a mulher do filme.”


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

As Cariocas: Sofie, a dividida do Campo Verde.


Sofie possui dupla cidadania. Para muitos um luxo, para outros uma ameaça cultural. Duas culturas conseguem se misturar homogeneamente? É uma relação de mutualismo ou parasitismo? Sofie sofria por isso. Ser criada por pais severos e ingleses não é para qualquer rostinho de olhos azuis. Adolescência perdida, imaturidade com os homens (pego e largou, one night stand). Ela desejava “falling in love at first time”, ele a deu “amor de malandro” e “amor de melhores amigos”. No começo era aventura, empolgação, dúvida – quem nunca desejou pegar a (o) melhor amiga (o)? Ao mesmo tempo que vejo casamentos entre melhores amigos, vejo que amigos perdem grandes amizades por simples tentação e desejo carnal. Sofie não gostava de sua aparência, mas para ele, ela era o ideal. Dizem que os olhos transmitem coisas que apenas o coração pode traduzir, o dela transmitia que até essa mensagem poder chegar ao coração, ela deveria passar por uma muralha protetora anti-mentiras e anti-sofrimentos. É engraçado e irracional se apaixonar por alguém. Você a quer, mas tem medo de querê-la. Você a deseja, mas sabe que aquilo seria uma quebra de contrato. Ela sentiu-se insegura perante o que estava sentindo – como alguém que não teve adolescência pode saber como lidar com isso quando se é mais velha? Resolveu se jogar. No final, ele foi uma paixão, ela amava outro, o detentor de seus sonhos mais profundos e secretos. Que conclusão poderia tirar disso tudo? Devemos realmente acreditar em nosso coração e quem está nele ou acreditar que segundas chances são apenas ações que não mudam o final? Sofie não queria perder seu melhor amigo, mas também não poderia continuar com ele mais cedo ou mais tarde. Ela gosta de ser original e sincera com seus sentimentos, mas também não sabe ter uma linha de raciocínio óbvio e ver que não existe uma verdade absoluta e que “apenas no mundo dos cegos as coisas serão o que verdadeiramente são”. O problema de que quando você acredita em não botar expectativas nas pessoas para não ter desapontamentos é que você nunca se lembra da pessoa, o quanto ela é importante para você. Arrependimento. Sofie não sabe se escuta a razão ou amor, a “cabeça de baixo” ou a cabeça de cima. Ela apenas queria sentir o gosto de estar com um amigo mais afundo, mas descobriu que quando nós queremos muito alguma coisa ou alguém, o universo castiga. Sofie ficou mais uma noite sozinha, sem um e nem o outro, apenas sozinha. 


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Enfim, 1.9


Todas as pessoas sonham em ser mais velhas, eu tenho a síndrome do Peter Pan. O ruim é que é apenas síndrome, sempre fui muito maduro precocemente em algumas áreas. Quando criança eu gostava de passatempo, mas jogava o biscoito fora e ficava com o recheio – eu sempre guardei o recheio para o final, igual quando eu como carne, ela sempre é a última a ser comida. Eu gostava da minha vida, morando na Volta Grande junto com a minha bisavó (provavelmente ela é uma das poucas pessoas que recebe meu verdadeiro “eu te amo” que ainda é uma coisa rara de ser ouvida de minha boca e transmitida em meu olhar). Com a separação de meus pais, eu me fechei. O período de 6 anos que morei em Angra dos Reis serviu apenas para eu ser testado : limite, compreensão, falta de afeto, estudos a baldes, primeiro beijo, primeiro caixote, primeira vez que comi Paca sem saber. Eu buscava Deus na Bíblia e em minhas orações, não o achava. Sentia- me perdido e só. Não é questão de sentir pena de mim, mas como minha amiga disse: “- Cada um carrega o peso que merece e hoje, você é forte desse jeito devido a isso tudo.” Quando retornei a Volta Redonda em minha adolescência, em primeiro tempo eu me tornei “famosinho” no colégio por possuir condições financeiras melhores que os demais, a minha casa era um play ground de pessoas. Fui muito fechado e mesquinho com quem eu não conhecia, não sabia que um dia precisamos daquelas pessoas que achamos não ser necessário tratá-las bem e nem aprender com cada erro. A vida me deu na cara literalmente. Hoje choro e lamento os dias que humilhei quem não devia, reneguei quem me amava e dei atenção a quem não merecia. O dinheiro não compra felicidade, mas compra seu status na sociedade o que conseqüentemente te faz feliz ou uma falsa idéia do que realmente é esse sentimento. Eu fui um sonhador: sonhava em ser bonito, em ser feliz, em ter uma família perfeita televisiva, ter alguém com quem eu possa dormir à tarde ou à noite, ter alguém que não goste de mim apenas pelo que eu apresento ser, mas sim aquele Arthur que está dentro de mim e que não tem nome. Acho que foi por essa criação e estes sonhos que eu tornei-me a pessoa que fui aos 17 anos: era conhecido, tinha o sorriso mais bonito, nunca era rejeitado por ninguém, as mães das alunas me queriam como genro. Quanto maior o sonho, maior a queda. Ao chegar aos meus 18 anos eu não imaginava que a crise dessa idade das trevas pudesse desmoralizar-me tão fortemente como foi. Eu perdi tudo: parte da minha família, parte do meu corpo, parte do meu ser. Eu dormia, porque sabia que o próximo dia seria a mesma bosta do que o anterior. Eu esqueci que tudo na vida tem seu fim, e eu tive o meu. Renasci das cinzas. Aprendi a correr novamente atrás de meus sonhos e do meu corpo, que existem anjos na Terra, que Deus cuida de mim, que eu posso ser feliz não sendo vingativo e sim misericordioso. Meus 19 anos começaram sucedidos com os melhores dias da minha vida, não amando tudo que tenho, mas tudo ao qual preciso.  


domingo, 2 de janeiro de 2011

As Cariocas: Camila, a casada estigmatizada.


Acordo na Rua 4 do Conforto. Ela já estava a minha espera. Seu carro, sua roupa, seu colar, tudo cheirava a pecado. Entro no carro e ela abre a torneirinha de asneiras, típico comportamento mineiro logo pela manhã, eu já não tenho tanta paciência pela manhã, ainda mais para aturar reclamações que o marido podia ter a visto naquele local combinado. Camila é gordinha, fala engraçado, mas tem algo que eu queria ter, o dom da conversa – não sou um homem de meias palavras, mas também não sou um Galvão Bueno narrando a copa do mundo. Sua casa localizada em um bairro menos civilizado de Barra Mansa parece um zoológico. Seu marido cria animais no quintal, eu queria ser um animal com ela na cama. Todo esse ar floresta e camponês encheu-me os pulmões e entrei em sua casa pela quarta vez. Peço para ir ao banheiro (um ritual), mas dessa vez era para lavar o rosto e tentar disciplinar minha mente para não pensar na minha criança que está no Rio. Ela já está na cama à espera de seu amante matinal, hoje eu iria fazer o papel de chefe da casa. Camila beija meu pescoço, olha em meus olhos cor de avelãs e tenta dar-me um beijo. Rejeito. Eu não vou conseguir beijar outra pessoa ainda, quando eu estou com a pessoa errada eu penso dobrado na pessoa que se encontra em meu coração, ou seja, na certa. Ela não entende, mas não fala nada. Hoje ela estava agitada, queria um cama sutra: De 4, papis e mamis, cavalinho, canguru perneta, balançinho. Eu fiz, mas não estava com tesão. Acho que minha criança faria melhor tudo isso e ainda seria mais romântica. No final de duas horas, eu quero embora. Ela implora para adiar minha ida, resisto fielmente. O que estou fazendo na cama de uma pessoa casada se eu estou amando outra? Objeto sexual ambulante e insensível. Camila me trouxe até o ponto mais próximo de Volta Redonda, conversávamos sobre as aventuras de pescaria do marido e os dias que ele estaria trabalhando. Convite feito, convite pensado. Na volta para casa eu vi que Camila está estigmatizada ao pecado: seu marido é um corno fura fronha, ela é feliz do jeito que vive (sendo de todos) e mesmo assim tenta ser uma boa dona de casa rotineira. Parece que tudo que houve em sua cama, todos os meus pensamentos, todos os meus sentimentos, se resumem em uma palavra: nada. Eu ainda amo aquele amor platônico.


sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo. Nova idade. Nova etapa.


  "Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de ano novo." (Edith Lovejoy Pierce)

Não consigo escrever direito, falta uma hora para eu completar 19 anos. Muitas pessoas pensam que na virada do ano ocorrerá um milagre: as vidas mudarão, a mega sena pode sair para algum parente e não para você, dinheiros irão aparecer em sua carteira ou irão ser achados na rua, o relacionamento da família irá ser bem melhor nesse novo ano. O único problema é que todos esquecem que nós somos os milagres, nós fazemos os milagres, e nós vivemos as conseqüências desse mesmo milagre. A virada do ano de 2010 passou com fogos e churrasco, mas o que aconteceu comigo não poderá ser levado com as sete anuais ondinhas puladas. Entro o ano de rosa, vermelho e azul. Entro o ano querendo que os barcos das paixões me busquem em algum porto de Angra ou Búzios e me carregue até o píer mais próximo onde eu possa achar um amor com rosas vermelhas, nos amar até o dia raiar com um céu limpo e azul como em Fernando de Noronha. Nada mudou, tudo mudou ao mesmo tempo. Não perdi a minha identidade, simplesmente a aprimorei. Minha etapa em Angra serviu para que eu pudesse ver minha imagem no espelho novamente e dizer: você é você antes de tudo e todos, quem te quer estará ao seu lado visível ou invisível. Meu sorriso se engrandeceu quando a felicidade invadiu-me nos abraços e palavras de felicitações. Eu entraria com o pé direito na faixa do ano novo e também com esquerdo (eu quero errar, eu quero ver do que sou capaz movido pela necessidade, eu quero o meu limite, o meu edge). O primeiro dia do ano foi o mais proveitoso. Afinal quando eu teria meus avós, meus melhores amigos, minhas comidas prediletas, meu Pai e minha Mãe celestial, todos novamente sobre o mesmo teto? Provavelmente em outras datas, mas não mais hoje. Vou completar 19 anos, vou continuar escrevendo para o meu blog, vou continuar viajando, mas vou aprendendo a cada lugar e com cada pessoa: o que é o viver? Qual a sua maneira de levar a vida? A felicidade pede passagem? O comer e rezar e amar entra na sua segunda etapa: viajar para Buenos Aires (na Argentina) e Punta Del Lest (no Uruguai); primeira viagem internacional a bordo de um navio (Costa Fortuna); primeira viagem com meu pai, minha madrasta e minha irmã; primeira viagem que um barco é dono do meu local de chegada. Espero o melhor para todos neste novo ano que acabara de começar e que vocês possam aprender e me ensinar cada vez mais. E como dizem os cariocas: Vem ne mim 2011 porque eu estou indo em você! Feliz ano novo e “hasta La vista” ano velho!